domingo, 11 de maio de 2008
Cordillera
Minha natureza, bem constituída de aceitações, reverências e irracionalidades, revolve-se quando focaliza a linha arqueada sob o promontório da lua sinistra. Sou dos mais simples seres, a epiderme colorida como coral, o pigmento desgastado pelos moderados apetites, pelas equilibradas sedes, pela parcimônia da vaidade espiritual. A ótica de estatura prosaica, exigindo das fotorreceptoras cavidades o suficiente para que se conjecturem imagos arcaicos, benevolentes com o incenso dos locais sagrados e irascíveis com adulteração das secretas mitologias internas. Arquétipos fecundam minha diária aspiração, os persigo como a caça intitula o sangue primitivo do homem, classificando-o como mimético prometeu no cinema celestial, no irrisório drama existencial a que sucumbe fatalmente o pensamento de cada criatura, do manto niquelado ao mirante dos atanores estelares mais distantes.Mas este cáucaso! Aceso pelas extremidades tateadoras de leviatãs e minuanos, impulsiona-me, do mapa da tranqüilidade para o planisfério das ligações bizarramente fadadas ao combate.
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